

Todos os anos, por esta altura, a Assembleia da República é o palco privilegiado para a apresentação, discussão e votação do “Orçamento de Estado”. O Governo e os partidos políticos com assento no hemiciclo afinam as suas estratégias, até ao último pormenor, para enfrentarem a grande maratona de discursos e de críticas sobre o documento em discussão...
Para um observador menos atento, dá para perceber tratar-se de uma feira de vaidades, onde está ausente a competência e a transparência de processos, onde cada um se debruça sobre tudo excepto nas virtudes ou demérito do documento em discussão. Uns mais do que os outros, mas o que interessa mais é a verborreia que se vai produzindo e ecoando ao longo de quatro dias de plenário.
Este ano, o “Orçamento de Estado para 2008” fez saltar para a ribalta dois grandes protagonistas: Pedro Santana Lopes, o recém-eleito presidente do Grupo Parlamentar do PSD e ex-Primeiro-Ministro, e o actual Primeiro-Ministro José Sócrates, em que se colocaram perante os holofotes da opinião pública. Um e o outro, são “duas ilustres personalidades” já bem conhecidas dos portugueses... E de gingeira...
Infelizmente, não pelos seus méritos, mas, isso sim, pelos seus deméritos que, cada vez mais, persistem em aprofundar e consolidar...
Melhor dizendo, enquanto Pedro Santana Lopes é na opinião de José Sócrates uma “imagem do passado”, pois ainda não aprendeu a ser político e com isto está tudo dito, o actual Primeiro-Ministro José Sócrates não consegue passar de uma pálida imagem de si próprio, onde predomina um verdadeiro arrolamento de promessas incumpridas, com Portugal a deslizar num plano inclinado, em sentido fortemente acelerado, para a sua inexequibilidade onde a degradação política, económica e social é um facto indesmentível.
No fundo, no fundo, são dois ditos “antagonistas” que se merecem, mas que o Povo Português, - aqueles que trabalham e que produzem para manter bem elevado os “egos” destas “tão ilustres” quanto “incompetentes personalidades” da política portuguesa -, merecia melhor sorte.
Cada um ao seu jeito e ao seu modo, demonstram bem à saciedade o ‘brilhantismo’ das suas “idéias e iniciativas”... Com uma diferença abismal e contraditória: Enquanto José Sócrates, quer queiramos quer não, quer aceitemos quer não, (des) governa Portugal investido de legitimidade democrática, onde os eleitores que o lá colocaram são co-responsáveis; Pedro Santana Lopes não se submeteu ao juízo popular, foi lá colocado, ao colo, pelo líder do PSD de então, Durão Barroso, que, entretanto, a dado momento, para também satisfazer o seu ego, resolveu virar as costas para, de armas e bagagens, se instalar na União Europeia...
A chamada fuga para a frente, colocando Portugal num plano inferior, enquanto os Portugueses foram deixados para trás...
E, assim, Pedro Santana Lopes, sem legitimidade democrática, porque não se havia submetido ao voto popular, ascendeu, do dia para a noite, sem saber ler nem escrever, a Primeiro-Ministro, cujo consulado, curiosamente, foi de curta duração...
Jorge Sampaio, que eu sempre considerei o pior Presidente da República, depois do 25 de Abril de 1974, encarregou-se, com ou sem razão, de trocar as voltas ao calendário e a Pedro Santana Lopes, para lançar na corrida, para o Palácio de São Bento, o seu “camarada” José Sócrates que, em eleições antecipadas viria a obter a maioria absoluta!
Democraticamente, indiscutível! Foi a vontade majoritária do Povo Português!
DUELO ANUNCIADO E PUBLICITADO...
Quer se queira quer não, hoje, estamos a assistir a um “duelo”, anunciado antecipadamente, entre um “pássaro” ferido nas entranhas e profundezas do seu orgulho, e um outro, orgulhoso do feito conseguido através do voto popular!
Tudo isto e não só, como se Portugal e os Portugueses não tivessem mais com quer se preocupar.
Resumindo e concluindo, quer um quer o outro ainda não atingiram a “maioridade política”. Não aprenderam a ser políticos e, muito menos governantes.
Se não, vejamos.
De há uns dias a esta parte, logo que eleito líder da bancada do PSD, imediatamente, se encarregou de fazer ou mandar espalhar aos quatro ventos, a ser verdade o que a Comunicação Social nos tem revelado, que iria “prensar” José Sócrates e, não ainda satisfeito, divulgou as áreas em que iria assentar a sua intervenção no Parlamento. A isto, para não utilizar outro (s) adjectivo(s), chama-se “infantilidade sim, mas, ingenuidade não”...
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA:
PALCO DO PUGILISMO DEMOCRÁTICO...
Tudo isto, como se a Assembleia da República fosse um qualquer rinque de pugilismo...
O Primeiro-Ministro José Sócrates, que, pelos vistos, não brinca em serviço, e tem uma excelente “máquina de marketing”, imediatamente, começou a preparar e a documentar-se para responder, em tempo útil e com objectividade aos possíveis ataques previamente anunciados. E, no ajuste de contas aprazado, foi o que se viu e o que se sabe - avançou em mais promessas sobre promessas num tema que é muito querido aos cidadãos - a Saúde e as novas iniciativas...
Enquanto isto, Pedro Santana Lopes, logo, de imediato, declarou aos jornalistas que o primeiro “round” não lhe tinha corrido bem!...
Será que o líder da bancada do PSD, como é caso de Pedro Santana Lopes, ao ter este tipo de reacções “premeditadas, infantis e impensadas”, alguma vez pode ter sentido de Estado e arvorar-se em querer ser Primeiro-Ministro ou Presidente da República, como é, desde há muito, o seu desejo confessado?...
DECLARADA A INCOMPETÊNCIA...
Depois, tal como a Comunicação Social, nos dá hoje conta, surge o líder social-democrata, Luís Filipe Menezes, a dizer-nos à boca cheia e aos quatros ventos, de que, futuramente, os debates têm que ser acompanhados...
No meu entendimento, salvo melhor opinião, é um “atestado de incompetência” ao líder da bancada social-democrata. Assim como, também pode e deve ser interpretado pelo reconhecimento do insucesso do PSD, depois de tanta propaganda a anteceder o início do debate parlamentar, para discussão do Orçamento de Estado para 2008, particularmente a intervenção do Primeiro-Ministro José Sócrates...
Resumindo e concluindo, mais uma vez, quer se queira quer não, a “montanha pariu um rato...”
Obviamente, não vou perder mais tempo a dissertar sobre a discussão do “OE 2008”, porque, que se queira quer não, o resultado final está bem patente, e que vai resultar na sua aprovação pela maioria do Partido Socialista, instalada na Assembleia da República, enquanto os restantes partidos, na melhor das hipóteses se limitarão a fazer declarações de voto, para salvarem a honra das suas bancadas e deitarem poeira para os olhos dos portugueses...
Mas, neste processo, permitam-me que pergunte:
- E Portugal e os Portugueses onde ficaram?...
Certamente, não ficaram no mesmo lugar. Entre as muitas e muitas promessas formuladas pelo actual Governo, o tempo, rapidamente, se encarregará de demonstrar que não ficará nada melhor. Antes pelo contrário!...
Pois, hoje, ninguém duvida que o Primeiro-Ministro José Sócrates pensa uma coisa, diz outra diferente, para, no final, não ser coisa nenhuma, mas isso sim, mais uma desagradável surpresa!...
Foi, de entre as inúmeras que estão num saco cheio e já roto, com a promessa de baixar os impostos, com a criação de 150 mil novos postos de trabalho, com o REFERENDO ao novo Tratado de Lisboa e assim sucessivamente sem parar...
Até poderão acreditar, mas neste Primeiro-Ministro e neste Governo já não dá mais para acreditar... Esgotou-se a tempo, a paciência e a credibilidade que merecia...
O OUTRO LADO DA MESMA MOEDA...
E, chegados a este ponto, com toda a razão, perguntar-me-ão aonde eu pretendo chegar?
Tão simples, como isto:
- O actual regime político já está desacreditado, caduco, cilindrado, falido de competências e de valores morais e democráticos. Chegou ao fim!...
- Há que, rapidamente, pensar-se em outro figurino que, em ambiente democrático e de liberdade, dê resposta aos justos anseios e expectativas dos portugueses, pois não pode nem deve confrontar-se continuamente com a designação de portugueses de 1ª., 2ª. ou de 3ª. categorias.
- Há que renovar, rejuvenescer e racionalizar, de alto a baixo, independentemente do partido político a que pertençam, o quadro dos políticos portugueses, tanto mais, porque os actuais (incluindo os governantes) já atingiram a saturação máxima e entraram, definitivamente, em derrapagem, entrando num perigoso ciclo vicioso, onde não conseguem acrescentar inovação, mas caminham rapidamente para a degradação e desagregação aceleradas do regime democrático português.
- Quer o ainda actual quer o novo e futuro regime, não podem continuar a ser uma “gaiola dourada” para aposentados e reformados, e, muito menos, um “albergue” para acolhimento de candidatos à usufruição de mordomias e de entrada na aposentação ou reforma prematura, como escandalosamente se está a verificar.
- Confrontados com estas e outras assimetrias e situações aberrantes, escandalosas e imorais, em que os políticos, incluindo os governantes, agem em proveito próprio, qual não será o estado de espírito dos portugueses?
PORTUGAL É UM ESTADO DE DIREITO,
NÃO É UMA SAIL - SOCIEDADE ANÓNIMA DE INTERESSES LIMITADA!...
Convenhamos que muito mais haveria para acrescentar, mas, só por esta amostra, dá para poder avaliar o estado caótico, escandaloso e imoral em que colocaram o país e os sacrifícios que, quotidianamente, se exige aos portugueses.
Portugal não pode mais continuar a ser “coutada” de uns quantos onde os valores dos negócios e das “negociatas”, cada vez mais, prevalecem em detrimento dos valores humanistas e sociais.
Curiosamente, se tudo se processasse como deveria ser, com transparência e seriedade, já alguém imaginou quantos jovens licenciados encontrariam o seu primeiro emprego, enquanto outros tantos progrediriam nas suas carreiras profissionais?...
Mas, não!
Inclusive o escândalo é de tal ordem que, até na Assembleia da República, os deputados se vão revezando temporariamente, dividindo-se entre os seus afazeres profissionais e o Parlamento, quando não resolvem acumular...
Mas, infelizmente, não é só ao nível dos deputados!
Hoje em dia, o que mais se privilegia e prevalece são os já célebres “Boys & Girls”, herdados do Engº. António Guterres, quando Primeiro-Ministro, que, com o compadrio dos partidos políticos, designadamente os que exercem o poder, e dos governantes, ultrapassam tudo e todos, mas que, em matéria de conhecimento e de competência, deixam muito a desejar, quando comparados com os que aguardam por uma oportunidade no mercado de trabalho...
Infelizmente, é este o panorama e a imagem persiste de um Portugal que, há pouco mais de 33 anos, fez a sua tão original quanto justa Revolução dos Cravos, mas que, hoje, já começam a estar murchos e fedorentos...
Este ano, o “Orçamento de Estado para 2008” fez saltar para a ribalta dois grandes protagonistas: Pedro Santana Lopes, o recém-eleito presidente do Grupo Parlamentar do PSD e ex-Primeiro-Ministro, e o actual Primeiro-Ministro José Sócrates, em que se colocaram perante os holofotes da opinião pública. Um e o outro, são “duas ilustres personalidades” já bem conhecidas dos portugueses... E de gingeira...
Infelizmente, não pelos seus méritos, mas, isso sim, pelos seus deméritos que, cada vez mais, persistem em aprofundar e consolidar...
Melhor dizendo, enquanto Pedro Santana Lopes é na opinião de José Sócrates uma “imagem do passado”, pois ainda não aprendeu a ser político e com isto está tudo dito, o actual Primeiro-Ministro José Sócrates não consegue passar de uma pálida imagem de si próprio, onde predomina um verdadeiro arrolamento de promessas incumpridas, com Portugal a deslizar num plano inclinado, em sentido fortemente acelerado, para a sua inexequibilidade onde a degradação política, económica e social é um facto indesmentível.
No fundo, no fundo, são dois ditos “antagonistas” que se merecem, mas que o Povo Português, - aqueles que trabalham e que produzem para manter bem elevado os “egos” destas “tão ilustres” quanto “incompetentes personalidades” da política portuguesa -, merecia melhor sorte.
Cada um ao seu jeito e ao seu modo, demonstram bem à saciedade o ‘brilhantismo’ das suas “idéias e iniciativas”... Com uma diferença abismal e contraditória: Enquanto José Sócrates, quer queiramos quer não, quer aceitemos quer não, (des) governa Portugal investido de legitimidade democrática, onde os eleitores que o lá colocaram são co-responsáveis; Pedro Santana Lopes não se submeteu ao juízo popular, foi lá colocado, ao colo, pelo líder do PSD de então, Durão Barroso, que, entretanto, a dado momento, para também satisfazer o seu ego, resolveu virar as costas para, de armas e bagagens, se instalar na União Europeia...
A chamada fuga para a frente, colocando Portugal num plano inferior, enquanto os Portugueses foram deixados para trás...
E, assim, Pedro Santana Lopes, sem legitimidade democrática, porque não se havia submetido ao voto popular, ascendeu, do dia para a noite, sem saber ler nem escrever, a Primeiro-Ministro, cujo consulado, curiosamente, foi de curta duração...
Jorge Sampaio, que eu sempre considerei o pior Presidente da República, depois do 25 de Abril de 1974, encarregou-se, com ou sem razão, de trocar as voltas ao calendário e a Pedro Santana Lopes, para lançar na corrida, para o Palácio de São Bento, o seu “camarada” José Sócrates que, em eleições antecipadas viria a obter a maioria absoluta!
Democraticamente, indiscutível! Foi a vontade majoritária do Povo Português!
DUELO ANUNCIADO E PUBLICITADO...
Quer se queira quer não, hoje, estamos a assistir a um “duelo”, anunciado antecipadamente, entre um “pássaro” ferido nas entranhas e profundezas do seu orgulho, e um outro, orgulhoso do feito conseguido através do voto popular!
Tudo isto e não só, como se Portugal e os Portugueses não tivessem mais com quer se preocupar.
Resumindo e concluindo, quer um quer o outro ainda não atingiram a “maioridade política”. Não aprenderam a ser políticos e, muito menos governantes.
Se não, vejamos.
De há uns dias a esta parte, logo que eleito líder da bancada do PSD, imediatamente, se encarregou de fazer ou mandar espalhar aos quatro ventos, a ser verdade o que a Comunicação Social nos tem revelado, que iria “prensar” José Sócrates e, não ainda satisfeito, divulgou as áreas em que iria assentar a sua intervenção no Parlamento. A isto, para não utilizar outro (s) adjectivo(s), chama-se “infantilidade sim, mas, ingenuidade não”...
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA:
PALCO DO PUGILISMO DEMOCRÁTICO...
Tudo isto, como se a Assembleia da República fosse um qualquer rinque de pugilismo...
O Primeiro-Ministro José Sócrates, que, pelos vistos, não brinca em serviço, e tem uma excelente “máquina de marketing”, imediatamente, começou a preparar e a documentar-se para responder, em tempo útil e com objectividade aos possíveis ataques previamente anunciados. E, no ajuste de contas aprazado, foi o que se viu e o que se sabe - avançou em mais promessas sobre promessas num tema que é muito querido aos cidadãos - a Saúde e as novas iniciativas...
Enquanto isto, Pedro Santana Lopes, logo, de imediato, declarou aos jornalistas que o primeiro “round” não lhe tinha corrido bem!...
Será que o líder da bancada do PSD, como é caso de Pedro Santana Lopes, ao ter este tipo de reacções “premeditadas, infantis e impensadas”, alguma vez pode ter sentido de Estado e arvorar-se em querer ser Primeiro-Ministro ou Presidente da República, como é, desde há muito, o seu desejo confessado?...
DECLARADA A INCOMPETÊNCIA...
Depois, tal como a Comunicação Social, nos dá hoje conta, surge o líder social-democrata, Luís Filipe Menezes, a dizer-nos à boca cheia e aos quatros ventos, de que, futuramente, os debates têm que ser acompanhados...
No meu entendimento, salvo melhor opinião, é um “atestado de incompetência” ao líder da bancada social-democrata. Assim como, também pode e deve ser interpretado pelo reconhecimento do insucesso do PSD, depois de tanta propaganda a anteceder o início do debate parlamentar, para discussão do Orçamento de Estado para 2008, particularmente a intervenção do Primeiro-Ministro José Sócrates...
Resumindo e concluindo, mais uma vez, quer se queira quer não, a “montanha pariu um rato...”
Obviamente, não vou perder mais tempo a dissertar sobre a discussão do “OE 2008”, porque, que se queira quer não, o resultado final está bem patente, e que vai resultar na sua aprovação pela maioria do Partido Socialista, instalada na Assembleia da República, enquanto os restantes partidos, na melhor das hipóteses se limitarão a fazer declarações de voto, para salvarem a honra das suas bancadas e deitarem poeira para os olhos dos portugueses...
Mas, neste processo, permitam-me que pergunte:
- E Portugal e os Portugueses onde ficaram?...
Certamente, não ficaram no mesmo lugar. Entre as muitas e muitas promessas formuladas pelo actual Governo, o tempo, rapidamente, se encarregará de demonstrar que não ficará nada melhor. Antes pelo contrário!...
Pois, hoje, ninguém duvida que o Primeiro-Ministro José Sócrates pensa uma coisa, diz outra diferente, para, no final, não ser coisa nenhuma, mas isso sim, mais uma desagradável surpresa!...
Foi, de entre as inúmeras que estão num saco cheio e já roto, com a promessa de baixar os impostos, com a criação de 150 mil novos postos de trabalho, com o REFERENDO ao novo Tratado de Lisboa e assim sucessivamente sem parar...
Até poderão acreditar, mas neste Primeiro-Ministro e neste Governo já não dá mais para acreditar... Esgotou-se a tempo, a paciência e a credibilidade que merecia...
O OUTRO LADO DA MESMA MOEDA...
E, chegados a este ponto, com toda a razão, perguntar-me-ão aonde eu pretendo chegar?
Tão simples, como isto:
- O actual regime político já está desacreditado, caduco, cilindrado, falido de competências e de valores morais e democráticos. Chegou ao fim!...
- Há que, rapidamente, pensar-se em outro figurino que, em ambiente democrático e de liberdade, dê resposta aos justos anseios e expectativas dos portugueses, pois não pode nem deve confrontar-se continuamente com a designação de portugueses de 1ª., 2ª. ou de 3ª. categorias.
- Há que renovar, rejuvenescer e racionalizar, de alto a baixo, independentemente do partido político a que pertençam, o quadro dos políticos portugueses, tanto mais, porque os actuais (incluindo os governantes) já atingiram a saturação máxima e entraram, definitivamente, em derrapagem, entrando num perigoso ciclo vicioso, onde não conseguem acrescentar inovação, mas caminham rapidamente para a degradação e desagregação aceleradas do regime democrático português.
- Quer o ainda actual quer o novo e futuro regime, não podem continuar a ser uma “gaiola dourada” para aposentados e reformados, e, muito menos, um “albergue” para acolhimento de candidatos à usufruição de mordomias e de entrada na aposentação ou reforma prematura, como escandalosamente se está a verificar.
- Confrontados com estas e outras assimetrias e situações aberrantes, escandalosas e imorais, em que os políticos, incluindo os governantes, agem em proveito próprio, qual não será o estado de espírito dos portugueses?
PORTUGAL É UM ESTADO DE DIREITO,
NÃO É UMA SAIL - SOCIEDADE ANÓNIMA DE INTERESSES LIMITADA!...
Convenhamos que muito mais haveria para acrescentar, mas, só por esta amostra, dá para poder avaliar o estado caótico, escandaloso e imoral em que colocaram o país e os sacrifícios que, quotidianamente, se exige aos portugueses.
Portugal não pode mais continuar a ser “coutada” de uns quantos onde os valores dos negócios e das “negociatas”, cada vez mais, prevalecem em detrimento dos valores humanistas e sociais.
Curiosamente, se tudo se processasse como deveria ser, com transparência e seriedade, já alguém imaginou quantos jovens licenciados encontrariam o seu primeiro emprego, enquanto outros tantos progrediriam nas suas carreiras profissionais?...
Mas, não!
Inclusive o escândalo é de tal ordem que, até na Assembleia da República, os deputados se vão revezando temporariamente, dividindo-se entre os seus afazeres profissionais e o Parlamento, quando não resolvem acumular...
Mas, infelizmente, não é só ao nível dos deputados!
Hoje em dia, o que mais se privilegia e prevalece são os já célebres “Boys & Girls”, herdados do Engº. António Guterres, quando Primeiro-Ministro, que, com o compadrio dos partidos políticos, designadamente os que exercem o poder, e dos governantes, ultrapassam tudo e todos, mas que, em matéria de conhecimento e de competência, deixam muito a desejar, quando comparados com os que aguardam por uma oportunidade no mercado de trabalho...
Infelizmente, é este o panorama e a imagem persiste de um Portugal que, há pouco mais de 33 anos, fez a sua tão original quanto justa Revolução dos Cravos, mas que, hoje, já começam a estar murchos e fedorentos...
A precisar de serem renovados!...
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Paulo M. A. Martins
Jornalista Luso-Brasileiro
Fortaleza (CE)
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Paulo M. A. Martins
Jornalista Luso-Brasileiro
Fortaleza (CE)
Brasil


Um comentário:
Olá caríssimo Paulo Martins:
Mais uma excelente e lúcida análise política.
Embora muito pontualmente discorde de uma ou outra coisita, parabens!
Que poderei acrescentar? Bom, creio que só um pouco mais...
Na verdade, se a eleição de Sócrates já tinha sido um regresso ao passado "soarista", com alguns tiques "guterristas", pois ele foi ministro de Guterres, a eleição interna de Menezes e a escolha de Santana Lopes para líder parlamentar do PSD mais acentuou esse "regresso" ao passado.
Mas o mais grave é o terrível regresso ao passado das condições de vida dos portugueses.
A injustiça fiscal e social é um regresso ao passado.
A cada vez maior exclusão social é um regresso ao passado.
O aumento da pobreza e a redução galopante da classe média é um regresso ao passado.
O aumento do desemprego é um regresso ao passado.
A perda de benefícios na saúde e na segurança social é um regresso aio passado.
E a eleição de Menezes e a designação de Santana são também um regresso ao Congresso do PSD no Coliseu, em 1995.
Menezes e Santana estão bem como verso e anverso da mesma medalha, já que agora, Menezes tentou deixar de ser populista, quando sempre o foi, tal como Santana, mas nem um nem outro com sentido de Estado.
Agora o PSD recusa referendos, propõe pactos ao PS (ainda por cima na área mais volúvel - as obras públicas), acha que não se deve baixar impostos e por aí fora. Julga Menezes que esta nova postura o vai levar a algum lado?
Quem se queixava da fraca figura de Marques Mendes como líder da oposição ao Governo socialista, ficou agora perante um cenário ainda pior. Qualquer sombra de oposição de Menezes e Santana ficou relegada para as "calendas gragas" e quiçá para os extremos do hemiciclo...
Gostaria de estar enganado...
Um abraço,
Jorge da Paz
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