
Quando se toma a iniciativa de fazer a abordagem à forma como um país está a ser governado, importa ter sempre presente as convicções que animam essa atitude de cidadania.
Nem sempre os governantes vêem com bons olhos e com humildade como as críticas lhes são feitas, e antes de fazer a sua leitura, equacionar e sobre elas meditar, logo começam o contra-ataque, como se estivessem eqüidistantes e fossem os senhores absolutos de toda a verdade.
Na realidade, a verdade apresenta-se-nos com tendo duas faces: a que é imediatamente visível e a outra que nem sempre é visível... Ou seja, duas pessoas em fases diferentes tendem a apresentar-nos duas versões, praticamente diferentes, sobre uma mesma questão e, no entanto, pretendem transmitir a mesma verdade.
Vem tudo isto a propósito das atitudes do Primeiro-Ministro José Sócrates manifestadas, já por várias vezes, sobre as críticas, quer acerca das questões governativas quer sobre questões pessoais. Sejam quais forem circunstâncias em que tenham ocorrido, a reacção é sempre, mas sempre, de que se tratam de insultos pessoais, ao seu governo ou ainda de perseguição sistemática...
Pessoalmente, considero que, sejam eles quem forem, os nossos melhores amigos são todos aqueles que, por muito que nos custe, nos dizem a verdade e nos apontam o caminho. Por muito poder que se detenha, ninguém é omnipotente e omnipresente. Tudo na vida tem o seu tempo próprio de concepção, de gestação e de concretização no seu espaço e ambiente específicos.
Mas, o Primeiro-Ministro José Sócrates tem uma concepção de governar diferente – a do SHOW OFF, mas que acaba por cair na mesma armadilha de erros dos seus antecessores que tanto criticou, o que se torna ainda mais grave.
Numa só palavra, revela, antes de tudo o que se lhe conhece, falta de HUMILDADE DEMOCRÁTICA. Para ele, o importante é ESTAR, não se importando minimamente com o SABER ESTAR.
Possuidor de uma máquina infernal de promoção, o SHOW OFF é o catalizador dos cidadãos incautos, que com alguma maestria consegue transformar a mentira em verdade e, consequentemente, a verdade em mentira, assim como inverter os valores morais, espirituais, de liberdade e democráticos que deveriam nortear a nossa sociedade!...
Quase três anos são decorridos sobre a sua governação incompetente, desligada de valores éticos, que deu lugar a um imenso comício permanente onde, através da sua imponente máquina de propaganda e de promoção, pretende transformar Portugal num país de sonhos cor-de-rosa...
Na realidade, como alguns já vão tendo a coragem de dizer, não passa de um Primeiro-Ministro discricionário, persecutório e vingativo, exercendo a sua tirania sobre os mais fracos e indefesos e deixando-se subjugar ao poder económico selvagem, pois sabe muito bem que se não ceder pacificamente às sua exigências poderá cair de supetão, da noite para o dia, como muitas economias já sucumbiram neste mundo de globalização.
E o mais grave, é que não toma consciência de que não foi o poder econômico selvagem e cego que o colocou no pedestal. Foram, isso sim, os cidadãos, que ávidos de Justiça Social e de Prosperidade, o elevaram a Chefe do Governo de Portugal!
José Sócrates é, hoje, o homem mais isolado de Portugal!
À sua volta, em vez de solidariedade, tem homens e mulheres, políticos e empresários, que não querem perder o seu bem estar e, sobretudo, o poder e a influência que detêem.
Na Assembleia da República conta com uma maioria parlamentar que só actua cegamente porque estão agarrados à cadeira, a um chorudo salário e a mordomias tais, que, muitos deles, perante a eventual queda do Governo, não sabem se voltarão a ter mais outra oportunidade...
Entre dois males, o menor. Continuar a aplaudir o “chefão”, porque Portugal e os Portugueses ficam para depois!...
E, com toda a lucidez, concordemos que estamos perante um político que, por impreparado, e, perante um seríssimo revez do Partido Socialista e de alguns dos seus dirigentes máximos, ascendeu meteoricamente à chefia do Governo da Nação Portuguesa, onde não faltou a mão providencial e oportuna do então Presidente da República, Jorge Sampaio, ao provocar a demissão do então Primeiro-Ministro, Pedro Santana Lopes, e a convocar eleições antecipadas.
Hoje, os resultados estão bem à vista! Só os não vê quem não quer ou não lhe interessa ver...
Um Primeiro-Ministro com um Programa de Governo e uma governação desastrosa e sem enquadramento lógico e social, que mais parece uma manta de farrapos, porque para assumir essas funções não estava preparado e faltava-lhe e falta-lhe o bom senso, o saber fazer e a experiência que deve caracterizar os Homens de Estado.
Para a posteridade, num passará de um mero homem do aparelho partidário e pouco mais, e, mesmo para tal, são necessárias qualidades que José Sócrates, apesar da sua muito bem organizada agenda mediática e estratégica máquina de propaganda e promoção pessoal não lhe conferem a competência política para liderar o Governo de Portugal, um país com uma História quase milenar.
Tal como Jorge Sampaio, na Presidência da República, está a afirmar-se como o pior Primeiro-Ministro de Portugal porque a sua liderança é determinada pelos interesses económicos que o pressionam e subjugam.
Tal como iniciei, não estou preocupado com quem governa, mas que, na realidade, em Portugal, depois do “25 de Abril de 1974”, nunca se governou tão mal, à revelia do Povo Português e a favor dos interesses económicos, é uma verdade incontestável!
COMO SE GOVERNA, SIM!
QUEM GOVERNA, NÃO!
______________________
Paulo M. A. Martins
Jornalista Luso-Brasileiro
Fortaleza (CE)
Brasil
Nem sempre os governantes vêem com bons olhos e com humildade como as críticas lhes são feitas, e antes de fazer a sua leitura, equacionar e sobre elas meditar, logo começam o contra-ataque, como se estivessem eqüidistantes e fossem os senhores absolutos de toda a verdade.
Na realidade, a verdade apresenta-se-nos com tendo duas faces: a que é imediatamente visível e a outra que nem sempre é visível... Ou seja, duas pessoas em fases diferentes tendem a apresentar-nos duas versões, praticamente diferentes, sobre uma mesma questão e, no entanto, pretendem transmitir a mesma verdade.
Vem tudo isto a propósito das atitudes do Primeiro-Ministro José Sócrates manifestadas, já por várias vezes, sobre as críticas, quer acerca das questões governativas quer sobre questões pessoais. Sejam quais forem circunstâncias em que tenham ocorrido, a reacção é sempre, mas sempre, de que se tratam de insultos pessoais, ao seu governo ou ainda de perseguição sistemática...
Pessoalmente, considero que, sejam eles quem forem, os nossos melhores amigos são todos aqueles que, por muito que nos custe, nos dizem a verdade e nos apontam o caminho. Por muito poder que se detenha, ninguém é omnipotente e omnipresente. Tudo na vida tem o seu tempo próprio de concepção, de gestação e de concretização no seu espaço e ambiente específicos.
Mas, o Primeiro-Ministro José Sócrates tem uma concepção de governar diferente – a do SHOW OFF, mas que acaba por cair na mesma armadilha de erros dos seus antecessores que tanto criticou, o que se torna ainda mais grave.
Numa só palavra, revela, antes de tudo o que se lhe conhece, falta de HUMILDADE DEMOCRÁTICA. Para ele, o importante é ESTAR, não se importando minimamente com o SABER ESTAR.
Possuidor de uma máquina infernal de promoção, o SHOW OFF é o catalizador dos cidadãos incautos, que com alguma maestria consegue transformar a mentira em verdade e, consequentemente, a verdade em mentira, assim como inverter os valores morais, espirituais, de liberdade e democráticos que deveriam nortear a nossa sociedade!...
Quase três anos são decorridos sobre a sua governação incompetente, desligada de valores éticos, que deu lugar a um imenso comício permanente onde, através da sua imponente máquina de propaganda e de promoção, pretende transformar Portugal num país de sonhos cor-de-rosa...
Na realidade, como alguns já vão tendo a coragem de dizer, não passa de um Primeiro-Ministro discricionário, persecutório e vingativo, exercendo a sua tirania sobre os mais fracos e indefesos e deixando-se subjugar ao poder económico selvagem, pois sabe muito bem que se não ceder pacificamente às sua exigências poderá cair de supetão, da noite para o dia, como muitas economias já sucumbiram neste mundo de globalização.
E o mais grave, é que não toma consciência de que não foi o poder econômico selvagem e cego que o colocou no pedestal. Foram, isso sim, os cidadãos, que ávidos de Justiça Social e de Prosperidade, o elevaram a Chefe do Governo de Portugal!
José Sócrates é, hoje, o homem mais isolado de Portugal!
À sua volta, em vez de solidariedade, tem homens e mulheres, políticos e empresários, que não querem perder o seu bem estar e, sobretudo, o poder e a influência que detêem.
Na Assembleia da República conta com uma maioria parlamentar que só actua cegamente porque estão agarrados à cadeira, a um chorudo salário e a mordomias tais, que, muitos deles, perante a eventual queda do Governo, não sabem se voltarão a ter mais outra oportunidade...
Entre dois males, o menor. Continuar a aplaudir o “chefão”, porque Portugal e os Portugueses ficam para depois!...
E, com toda a lucidez, concordemos que estamos perante um político que, por impreparado, e, perante um seríssimo revez do Partido Socialista e de alguns dos seus dirigentes máximos, ascendeu meteoricamente à chefia do Governo da Nação Portuguesa, onde não faltou a mão providencial e oportuna do então Presidente da República, Jorge Sampaio, ao provocar a demissão do então Primeiro-Ministro, Pedro Santana Lopes, e a convocar eleições antecipadas.
Hoje, os resultados estão bem à vista! Só os não vê quem não quer ou não lhe interessa ver...
Um Primeiro-Ministro com um Programa de Governo e uma governação desastrosa e sem enquadramento lógico e social, que mais parece uma manta de farrapos, porque para assumir essas funções não estava preparado e faltava-lhe e falta-lhe o bom senso, o saber fazer e a experiência que deve caracterizar os Homens de Estado.
Para a posteridade, num passará de um mero homem do aparelho partidário e pouco mais, e, mesmo para tal, são necessárias qualidades que José Sócrates, apesar da sua muito bem organizada agenda mediática e estratégica máquina de propaganda e promoção pessoal não lhe conferem a competência política para liderar o Governo de Portugal, um país com uma História quase milenar.
Tal como Jorge Sampaio, na Presidência da República, está a afirmar-se como o pior Primeiro-Ministro de Portugal porque a sua liderança é determinada pelos interesses económicos que o pressionam e subjugam.
Tal como iniciei, não estou preocupado com quem governa, mas que, na realidade, em Portugal, depois do “25 de Abril de 1974”, nunca se governou tão mal, à revelia do Povo Português e a favor dos interesses económicos, é uma verdade incontestável!
COMO SE GOVERNA, SIM!
QUEM GOVERNA, NÃO!
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Paulo M. A. Martins
Jornalista Luso-Brasileiro
Fortaleza (CE)
Brasil

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